sábado, 25 de dezembro de 2010

Antes, agora e nunca.


Expressar todo o sentimento em forma de canção, ou até mesmo transformando em pensamentos mais oblíquos jamais explorados por mais ninguém. A América não espera nada, quilombos não cederão segredos para que o sucesso seja alcançado. Sim, o sucesso não é feito pelas pessoas mais conhecidas, e sim pela massa. Abrindo horizontes, e eu nem lembro mais as palavras que eram mais comuns dos dias de ontem.

O sucesso nada mais é que as realizações que cada um alcança? Nós somos capazes de criar e revolucionar ideias, somos deuses do nosso próprio destino, andarilhos de todos os dias e de todas as noites.

Pensamos que vivemos muito, mas só que infelizmente eu ainda não passei dos vinte. Quando tiver 60 anos, vinte anos serão como um mês, e um ano terá um aproveitamento incrível que eu nunca vou pensar na diferença de décadas.

O tempo é tão relativo que às vezes, viver um dia é mais proveitoso do que viver um ano. Só depende de como cada enxergará a positividade que as horas têm a oferecer.

Conviver com pessoas e passar por lugares conhecidos, porém desconhecidos pelo tempo. Com certeza se pintar as paredes eu não conseguirei me achar. Mas o que nos pode ser dado é a poderosa lembrança, independente de que cor pintarem as paredes.

Às vezes consigo me guiar por tijolos, mas prefiro sinceramente acreditar que possa continuar me guiando pelo conteúdo, mesmo às vezes me sentindo perdida em mim mesma. Por vezes, para nos guiarmos, é necessários nos apoiarmos em ombros de gigantes.

E a Portela nunca mais será a mesma no mês de fevereiro, junta com Ipanema, mas prefiro a velha Bahia, principalmente pelas pessoas e sua cultura em meio às águas.

Cantarolias e plantas, chinelos e troncos, violões e chorinhos, saudades da época que gastava o meu tempo como bem queria, pensar nas coisas que queria, dedicar-me às ciências que queria, quando nem dormia querendo respostas que queria, e mesmo assim , sentir-me satisfeita.

Agora, não passaremos de bonecos, mas podemos ser Pinóquios se tivermos grandes mentes.

“Nem parei nem dormi
só pensando em me dar.” (Caetano Veloso – Samba de Verão)

Murilo e Naray

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quais são suas fichas?


Sorte ou azar? Escolha o seu futuro. Nunca conseguirei ouvir as mesmas frases com o mesmo significado e agora, graças à unção forçada por forças supremas, não conseguirei mais distinguir diferentes barulhos.

Esse cheiro que não lembrava mais que fazia parte da minha vida, as vozes que me rodeavam em pesadelos incessíveis, o roda-roda que o destino tinha para mim, meus irmãos que poderiam ser muito mais que simples amigos.

Pensava que poderia me ajudar, pensava que um dia tudo isso pudesse ser explicado pela sua boca, traduzir-me, descobrir-me. Uma vez passou despercebido e eu terei que rever o que foi visto por olhos que não são meus, outrora foi, mas não mais.

Lará-lá-lá. Não mais, enquanto houver um sol lá fora. E o ato de matar não será mais possível, só em si, poderei ser feliz, bem feliz.

Como em todas as obras bem escritas, há o que o autor ache radiante, e o que ele despreza. Pena que agora só conheço o que não é apreciado, mas saiba que tudo poderia ser diferente, se pessoas não honrassem sua espécie ao menos alguns minutos, suficiente para eu poder criar um fio de esperança e mais tarde poder usá-lo.

Gostava quando acordava para dormir, quando tinha o colo de minha avó e a comida de minha mãe, sem ter que viver com pessoas obrigatoriamente.