segunda-feira, 18 de julho de 2011

#leitura_a_flor_da_pele

Poderia repassar as letras várias e várias vezes, diante de meus olhos. Letras, independente de seu caminho, da sua origem, classificação.

Amo-te do jeito que está no papel, sinto-te do jeito que me enche os olhos, amarro-me em todas as pontuações que me surpreendem.

É como todo namoro: primeiro o embalo do externo com a propaganda à flor da pele. Depois, o primeiro olhar, a primeira dança, o primeiro beijo, o primeiro sentimento camuflado em suspiros. Enfim, o fim, podendo ser triste... ou não.

Dedicado à: Cliss :D

Lágrimas de Cortar Cebola


Cópias mal feitas!

Cópias de cópias.

Coloridas, preto e branco.

Nem possuem vergonha de existir.

Cria, passa, repassa,

Fingem que não sabem,

Costurados em falsidade,

Sem escolha, nem futuro;

Apenas presente.

4;4.4,

Alívio contínuo. Cabeça pensante. Mãos inquietas tentando descrever momentos. Não consigo não borrar a folha que me consola.

O ar passa pelo meu corpo com indícios de que tudo voltará. Tudo, todo, tanto. Digo-lhe que toda essa confusão pode ser momentânea, ou apenas precisa de uma palavra final para que o fim seja imposto.

Tentarei ser mais clara.

Pense em um quadro, repleto de rabiscos feitos à óleo e à cera. Sem distinguir quem é quem. Uma confusão continua, e ao mesmo tempo descontínua por ser confuso. Viva o verbo confusão.

Meio, fim, começo.

Fim, meio, começo.

Começo, fim, meio.

Fim, começo, meio.

Começo, meio, fim.

Mesmo não tendo o total poder da compreensão, serei qualquer parte da sua história que você desejar.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Case-se comigo?


Uma desculpa, um agrado, um trato contigo. Estarei eternamente grata por todo o tempo que você “gasta” ao meu lado. Sendo longe, sendo perto, sendo superficial ou até mesmo intenso.

Espero que um dia tudo se concretize, como a neve que um dia vira gelo, mesmo sendo ambos feitos de água.

Perto ou longe, digo-lhe que temos que mudar a receita, mas os ingredientes são os mesmos. Primeiramente, você deve untar a sua vida para que não deixe inveja grudar em você. Depois, adicione simpatia, alegria, confiança, uma pitada de amizade (não exagere senão acaba perdendo o gosto real), leve à batedeira por 15 minutos até a massa ficar uniforme. Após isso, salpique companheirismo antes de levar ao forno. Após sair do forno, decore com amor e sirva apenas se quiser, pois nessa história é você quem manda.

Amo-te, hoje e sempre.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Coração & Respiração


Vejo meus nervos saltados

Assaltados de tanto sentimento

Remoendo sentidos inesperados

Assustados pelo todo ocorrido

Transcorrido pela minha mão

Ocasião que trará resultados

Esperados como explicação

De um coração descompassado

Desesperado juntamente com a respiração

Transfomação de sentidos

Todos juntos e misturados

Sem se preocupar com rimas e simetrias

Presentes no papel

Quero que tudo isso seja

Veja, de alguma forma

O contorno mais singelo

Dessa situação descompassada

Nunca estarei

Mas sempre serei

Não só presente em ti

Mas como futuro e passado

De apenas uma sintonia

De dois corpos a procura de unanimitate

04:04


Simplesmente a coisa mais simples do mundo. Redundante? Com todos esses ocorridos precisarei ser, pois não sei o que dizer sobre esses incidentes.

Como diria Zeca Baleiro: “Canções de amor se parecem porque não existe outro amor”. E é muito fácil desvendar essa verdade. Agimos igualmente toda vez em que tudo isso torna a nos agonizar a pele, atormentar o olfato, roubar-nos o tato e abusar de nosso paladar.

Parece realmente irônico. Com tanto sentimento despejando em meu eu de uma só vez que eu me perco o ponto de referência. Toda essa energia acaba atraindo vários amores de uma só vez, sendo o ponto de referência que acabou sendo perdido um dia esteve em minhas mãos.

Tudo, e todos, que um dia não obteve a coragem necessária para prosseguir viagem vem à mim, no intuito de embarcar, ao menos mais uma vez, para tentar me convencer de que o barco pode ter mais um viajante.

Viajante, dentro de mim. Via gente, através de janelas que poderiam nos trazer a certeza de um mundo lá fora que possuísse amor, mas desperdiçou todas as chances.

Amor, (in)felizmente, será apenas a nossa única correlação, pois sendo através das janelas, de um ponto de referência, ou até mesmo de um viajante, mesmo este sendo um pirata, nunca haverá um sentimento que possa a ser comparado ao nosso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quedelhe pregunta?

Preciosos passos que são dados em busca de respostas. Mas eu não poderei dizer que possuo a resposta, porque eu nunca consegui ouvir direito a pergunta.

Resposta pra tantos casos e acasos, pra tantas histórias vividas entre amigos que se conheceram com o intuito de se ajudar.

Ouvi pessoas, surgiram conselhos, questionamentos cruzaram-se, e apesar de toda a forma de comunicação presente, sempre será ausente. Nada nem ninguém terá uma certeza um dia que não possa ser questionada, que não pode ser desmentida, anulada.

Estamos circulando em correntes alternadas, sem um nexo misturado aqueles detalhes que um dia nos trouxeram certezas, certeza de que é simples ter a resposta de algo: é preciso conter uma pergunta.

P: (?)

R: ... to be continued.


Créditos à Deah, que me aguenta :D

sábado, 7 de maio de 2011

Tropeço de amália


Sobre a cabeça os aviões, sob os meus pés os caminhões, e a imensidão de tudo e de todos me atinge o peito, permitindo-me reconhecer a ressaca de pensamentos repetidos.

Poderia me lembrar mais vezes de fechar os olhos e imaginar fatos que um dia pude não reconhecer as falhas, era tudo mais simples, mais fácil para prosseguir. Mesmo possuindo as desvantagens que uma roseira possui, a maravilha estava presente, o cheiro marcante que tinha o poder de me levar ao delírio por frações de segundo.

Não preciso de um campo de girassóis para saber o impacto que teria a devastação. Nunca precisei ter muito para reconhecer a dor do ausente.

Não consigo achar analogias para expor tudo. Não consigo achar a força necessária para que o gatilho cumpra o seu objetivo de existir, animado, inanimado, independente, haverá sangue, mas o seu nobre coração sempre balançará, independe se há motivo/música ou não.

Senhoras e senhores, os olhos serão postos sobre vocês, e as cortinas serão abertas no intuito de que a peça seja assistida e críticas expostas sobre a grande questão chamada vida. Os dias passando e demonstrando todos os seus detalhes: domingo é o fino-da-bossa, segunda-feira estará na fossa, terça feira com feira, porém o moderno é vangloriado, não dando espaço para o que já foi um dia o verdadeiro “bom”.

“O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo
Do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem”

E assim, vou tomar o meu café, porque o mundo acabou faz tempo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

15:51


"As garras da felina
Me marcaram o coração,
Mas as besteiras de menina
Que ela disse, não.
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul.
Como é bom poder tocar um instrumento."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Confete


Passar tempo sem fazer nada, pensando que se eu realmente tivesse a obrigação de fazer algo seria desprazeroso. Como diz Zeca "o melhor da vida é isso e ócio". Sim, apresento agora os vagabundos que também tem vez! Estão presentes em filosofias de mercado, uma visão centrada de quem preferia a cama ao ver algo. Sem nada, absolutamente nada para pensar, bebo café e continuo com um imenso sentimento crescendo (não sei da onde) e percorrendo minhas rodovias. Não sei bem como definir, poderia definir fisicamente e vocês pensariam que eu estou sendo criança. É como se fosse uma vontade de caminhar no meio fio com o seu melhor amigo do lado, vontade de cantar sem ter uma nota afinada, fazer folk sem ao menos ter uma letra em mente, dizer "oi" pra uma pessoa desconhecida que parecer mau humorada. Pular, correr, ser artista, escrever sem precisar ler, ouvir o que queremos... e quando nos depararmos com o que não queremos só nos restará mudar, fantasiar, entrelaçar idéias que nos agradam, mixando o útil ao agradável de uma forma meio amarga, porém inevitável. Mas às vezes me pergunto "se é bom ou ruim", pra dizer o certo o ruim é não ter o certo. Parece tudo tão fácil agora quando tudo está claro, poderia ter visto antes mas quando me via já tinha virado o rosto pros problemas e deixar o dia-a-dia fazer tudo se perder, ou se achar em um lugar bem distante de mim.
E hoje o telefone tocou, não entendendo nada mandei uma metralhadora de perguntas "Quem? Onde? Quando?" e ganhei um *desliga na cara*.

Desculpe-me, mas minha educação não é proporcional à minha felicidade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

My nature


Tendo na mente essa certeza, a certeza do sentimento. Ser clara, ser escura, ser subjetiva e objetiva ao mesmo tempo. Apenas queria saber expressar tudo o que penso de uma maneira tão óbvia que eu pudesse roubar um sorriso seu enquanto me analisa da cabeça ao coração. O tempo passa e conseguimos criar expectativas de pessoas tão perfeitas, confiança tão sincera, as palavras tão certas em momentos tão oportunos que eu acabo me perdendo, implorando para voltar ao começo.

"Ou você me engana ou não está madura"

Contarei os segundos finais para que um novo verso seja formado. Estarei sentada no mesmo lugar, esperando suas palavras chegarem aos meus ouvidos e os seus sussurros voltem a me perturbar à noite, implorando mais um gole de desejo. E a esperança nunca teve um sentido tão concreto em meus ideais. Diga-me que todo o incidente daquele número não voltará à tona em nossas vidas.

"Eu tenho meus segredos e planos secretos,
só abro pra você mais ninguém"

Ninguém consegue ser tão belo quanto necessita parecer. O mundo da sua voltinha e mostra o que realmente cada um cultiva. Eu não serei como as pessoas que me ensinaram a ser, preciso agradecer não sei quem por ter ações erradas, e eu desprezando tudo isso soube utilizar o errado para conseguir o certo.

"Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?"

Tanto tempo colhendo idéias que sempre quis dizer mas nunca tive coragem. Sempre percebendo meus sentimentos na boca dos cantores, nas palavras de escritores, no olhar de crianças e em ações de sonhadores. Empatia com artes opostas, mas presentes em corações que um dia vivenciou o mesmo incidente.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Why so serious?


Era tão fácil. Você me trouxe a facilidade que eu nunca pude ter. As idéias correspondendo e interpretando verdades em meio ao caos, que insiste em deixar a minha cabeça cada dia mais pesado. Volto ao tempo e não consigo achar nexo nos antigos sonhos que tentava construir antes de te conhecer. Agora, tudo parece tão fácil, é como se eu pulasse um muro que eu nunca consegui, sem medo, sem receio, sem ser perseguida pelas idéias que todos diziam serem verdades. Agora tudo morre, tudo seca, tudo é reciclado, como algo orgânico em decomposição. E eu ria quando exemplos eram dados através de palavras tão vagorosas, em microfones pois haviam muitas mentes pensantes ao redor de uma mente sábia. Hoje faz sentido, ontem não fez, amanhã não sei. Incerteza de ter a facilidade de organizar idéias que um dia pude enchergar.
E uma vez me disseram que a verdade e a loucura estavam separadas apenas por um fio d'água. As vezes penso que esse fio d'água seja nós mesmo, dependendo do pensamento de cada um, o que é loucura para um, para outro é verdade, e vice-versa; também lembrando da ciência que nos foi concedida, sendo que a vida veio da água, até chegar em uma mente pensante, em um sentimento misturado ao desejo, dor, alegria, satisfação, surpresa, medo, rancor, monotonia, podendo resultar em felicidade instantânea se ir ao fogo por 5 minutos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fundo do copo


Saudades do meu fiel companheiro de boemia. Boaminha pra falar a verdade. O fundo de todos os meus pensamentos, o que me ouve sempre quando quero, que me ensinou a transpassar sentimentos de uma forma onde todos pudessem ler e apenas eu entender. Saudades de ti, meu fiel e grande amigo, companheiro de crepúsculo, caminhando e sentindo a brisa de uma nova esperança surgir. Saudades de todas as vidas que foi possível a compreensão dos nossos sentimentos e prazeres. Saudades de colírios feitos para que a nova visão estivesse inovando nossas vidas, pois apesar de pessoas que já conseguiram criar o seu mundinho, sabemos que o mundo nunca foi um lugar muito interessante.
Meu secreto e mais íntimo amigo, espero que esteja bem e fique vivo por muito tempo se você realmente gostar dessa vida tão... tão... você sabe, você sente, você nunca precisou de palavras pra perceber a verdade. Estou perdendo o meu tempo lhe dando conselhos que você gostava de expor em nossas rodas de pensamentos, e tenho certeza, ou quase certeza, que a única que se sente presa e vivendo como um hamster sou eu.

Créditos à Rose, hamster da Cris (:

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vivendo para outros

Previously, on 'Livin' my life by myself'.

Foda-se o que aconteceu, foda-se o que acontecerá. Fatos não farão com que você seja melhor aceito. Pensa que conseguirá dinheiro fazendo tudo isso, e assim conseguirá o respeito desejado desde quando seu pai o ignorava enquanto você tentava mostrar o seu desenho que fizera, mas ele apenas queria beber o café dele para fumar, mesmo não estando em sua cama. Fail desde criancinha, haaam Yo?! haha!
E todos esses blues? Você realmente gostou de ouvir? Ou quer apenas esconder algo atrás desses dedilhados? E o folk? Queria o mesmo através de suas batidas?
Pensa que o espelho irá te fornecer a energia necessária para acabar a semana? Andando por túneis intermináveis com esse sorriso de narciso afogado estampado no rosto?
Como você gosta de ser chamado? Não, não vou te criticar pela sua resposta, mas vou te criticar por ter aceito essa pergunta tão fútil. Garanto-te que eu mesma, nunca gostei de ser chamada.
Suas brincadeiras sem nexo para chamar atenção das pessoas, porque o seu maior medo era se sentir sozinho.
Aposte todas as suas fichas,... até agora não achei nada que você poderia ter medo de perder. Renasça e seja algo maior, apenas algo seria bom também.
Homens nunca foram exemplo, muito menos manual de instruções.
O maior medo não deveria ser apostar todas as fichas, nem estar sozinho, nem saber que sua vida passara de uma mentira... o pior é exatamente isso que você está pensando.

"Corro atrás do tempo, vim de não sei onde, devagar é que não se vai longe...
Venha, meu amigo, deixe esse regaço, brinque com meu fogo, venha se queimar!"


Welcome, and enjoy it ;D
Um ano. Admoestando again, and again, enagain, enáguêin.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Compreendedorismo.


Estamos andando em dois sentidos ao mesmo tempo, diferenciando pontos de vista e fazer todo o errado ser certo. Contradição de uma mesma concepção. A única certeza: todo esse amor.
E me disseram um dia que tudo isso seria ruim. Um dia veremos como fomos crianças, não pelas brigas, e sim pelas brincadeiras bestas e as piadinhas ridículas. E te ver sorrir enquanto vira o rosto pra me ver me faz ver como que toda paciência valerá a pena. Sentir-me guardada e envolvida por você, com a certeza que um dia tudo irá fazer sentido é uma experiência que gostaria de levar para sempre.
A eficiência dos seus abraços em sintonia perfeita com o meu "-mor", aumentando minhas raízes com o material e comprovando a filosofia que Aristóteles tinha com a felicidade.
Levante, não deixe que o dia amanheça antes de fazer o que deixamos pro outro dia. Levante e me faça reconhecer a vida. Levante e me faça viver, diante de seu corpo, em meio ao seu cheiro, pulsando em seus braços, podendo viajar em cada centímetro seu, que agora é meu, que no fim de tudo é e será nosso.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

I'm coming home




Diferentes visões em uma incrível semelhança de assuntos.
Continuo pensando que continuo errando, errando acertando, acertando mas não tão certo quanto teria que ser.
O pai andará com os seus filhos até um certo momendo. Diz que o seu amor é infinito, mas como poderia ser se um dia viveu sem seu filho? O infinito não possui início.
E a malandragem nunca conseguiu infiltrar em vidas onde à repele. Sinto-me tão lisongeada por não poder ser alguém, muito pior do que não ser ninguém.
Muito difícil, aos olhos de alguns, muito fácil na opnião de outros, e infelizmente impossível em minha concepção.