O celular desperta tocando a minha música preferida... todo dia! Não sei porque eu não peguei raiva ainda do toque, acho que por ser minha música preferida. Levanta, tropeça, esbarra na porta, abre a janela e vê a neblina que impede a visão da poluição visual causada pelo capitalismo atual. Beleeeeza! A natureza mais uma vez vence todo o sistema. E quem afirmaria que o homem pode controlar tudo? Desencano com o horário, tomo o meu banho demorado e só pelas minutos gastos com a água correndo o meu corpo já valeu eu ter acordado muito mais cedo do que deveria, e mais tarde seria admoestada como todos os outros dias por colegas, por ter corrompido o horário marcado. Um dia não mata, o dia que mata! Me seco, cheia de pensamentos, pensamento sobre pessoas, pensamentos sobre fatos, pensamentos sobre o pensar, agir, falar, sorrir. Sorrisos bobos, compromissos furados, mas eu apenas desço as escadas e tento cumprir compromissos. Ligo? Não ligo? Subo, desço, mas no fim não saio nunca do lugar. Sinto um aperto, me afogo sem água na esperança de acordar mais um dia com a minha música preferida, de preferência ter um dia seguido de um longo banho e com pensamentos que me façam querer viver, podendo ou não ter como centro você.
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