Lembranças sem querer acabam me levando ao passado. Eu sentada, sem nada para fazer, começo a percorrer a memória, tanto eletrônica como orgânica, e acabo lembrando do passado que um dia pude ter contigo. Não me arrependo por ter passado apuros, tendo todos os sentimentos misturados ao meu silêncio. Uma música, lembra-me acordes, uma tarde de sábado, eu sentada na varanda tocando para ver seu sorriso de canto de boca. Como era bom, você cantando, eu tocando, nós errando tudo e começando de novo, ou até mesmo repetindo a música várias vezes por sobra de tempo. Tudo passou e nada será como antes. Talvez isso seja bom por um sentido, o sentido que você demonstrava, os segundos que você perdia, o mundo que você girava. Era perfeito, e ainda bem que tudo isso terminou, deixando o perfeito ser perfeito para o sempre, graças ao fim que limitou o sempre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário