sábado, 7 de maio de 2011

Tropeço de amália


Sobre a cabeça os aviões, sob os meus pés os caminhões, e a imensidão de tudo e de todos me atinge o peito, permitindo-me reconhecer a ressaca de pensamentos repetidos.

Poderia me lembrar mais vezes de fechar os olhos e imaginar fatos que um dia pude não reconhecer as falhas, era tudo mais simples, mais fácil para prosseguir. Mesmo possuindo as desvantagens que uma roseira possui, a maravilha estava presente, o cheiro marcante que tinha o poder de me levar ao delírio por frações de segundo.

Não preciso de um campo de girassóis para saber o impacto que teria a devastação. Nunca precisei ter muito para reconhecer a dor do ausente.

Não consigo achar analogias para expor tudo. Não consigo achar a força necessária para que o gatilho cumpra o seu objetivo de existir, animado, inanimado, independente, haverá sangue, mas o seu nobre coração sempre balançará, independe se há motivo/música ou não.

Senhoras e senhores, os olhos serão postos sobre vocês, e as cortinas serão abertas no intuito de que a peça seja assistida e críticas expostas sobre a grande questão chamada vida. Os dias passando e demonstrando todos os seus detalhes: domingo é o fino-da-bossa, segunda-feira estará na fossa, terça feira com feira, porém o moderno é vangloriado, não dando espaço para o que já foi um dia o verdadeiro “bom”.

“O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo
Do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem”

E assim, vou tomar o meu café, porque o mundo acabou faz tempo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

15:51


"As garras da felina
Me marcaram o coração,
Mas as besteiras de menina
Que ela disse, não.
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul.
Como é bom poder tocar um instrumento."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Confete


Passar tempo sem fazer nada, pensando que se eu realmente tivesse a obrigação de fazer algo seria desprazeroso. Como diz Zeca "o melhor da vida é isso e ócio". Sim, apresento agora os vagabundos que também tem vez! Estão presentes em filosofias de mercado, uma visão centrada de quem preferia a cama ao ver algo. Sem nada, absolutamente nada para pensar, bebo café e continuo com um imenso sentimento crescendo (não sei da onde) e percorrendo minhas rodovias. Não sei bem como definir, poderia definir fisicamente e vocês pensariam que eu estou sendo criança. É como se fosse uma vontade de caminhar no meio fio com o seu melhor amigo do lado, vontade de cantar sem ter uma nota afinada, fazer folk sem ao menos ter uma letra em mente, dizer "oi" pra uma pessoa desconhecida que parecer mau humorada. Pular, correr, ser artista, escrever sem precisar ler, ouvir o que queremos... e quando nos depararmos com o que não queremos só nos restará mudar, fantasiar, entrelaçar idéias que nos agradam, mixando o útil ao agradável de uma forma meio amarga, porém inevitável. Mas às vezes me pergunto "se é bom ou ruim", pra dizer o certo o ruim é não ter o certo. Parece tudo tão fácil agora quando tudo está claro, poderia ter visto antes mas quando me via já tinha virado o rosto pros problemas e deixar o dia-a-dia fazer tudo se perder, ou se achar em um lugar bem distante de mim.
E hoje o telefone tocou, não entendendo nada mandei uma metralhadora de perguntas "Quem? Onde? Quando?" e ganhei um *desliga na cara*.

Desculpe-me, mas minha educação não é proporcional à minha felicidade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

My nature


Tendo na mente essa certeza, a certeza do sentimento. Ser clara, ser escura, ser subjetiva e objetiva ao mesmo tempo. Apenas queria saber expressar tudo o que penso de uma maneira tão óbvia que eu pudesse roubar um sorriso seu enquanto me analisa da cabeça ao coração. O tempo passa e conseguimos criar expectativas de pessoas tão perfeitas, confiança tão sincera, as palavras tão certas em momentos tão oportunos que eu acabo me perdendo, implorando para voltar ao começo.

"Ou você me engana ou não está madura"

Contarei os segundos finais para que um novo verso seja formado. Estarei sentada no mesmo lugar, esperando suas palavras chegarem aos meus ouvidos e os seus sussurros voltem a me perturbar à noite, implorando mais um gole de desejo. E a esperança nunca teve um sentido tão concreto em meus ideais. Diga-me que todo o incidente daquele número não voltará à tona em nossas vidas.

"Eu tenho meus segredos e planos secretos,
só abro pra você mais ninguém"

Ninguém consegue ser tão belo quanto necessita parecer. O mundo da sua voltinha e mostra o que realmente cada um cultiva. Eu não serei como as pessoas que me ensinaram a ser, preciso agradecer não sei quem por ter ações erradas, e eu desprezando tudo isso soube utilizar o errado para conseguir o certo.

"Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?"

Tanto tempo colhendo idéias que sempre quis dizer mas nunca tive coragem. Sempre percebendo meus sentimentos na boca dos cantores, nas palavras de escritores, no olhar de crianças e em ações de sonhadores. Empatia com artes opostas, mas presentes em corações que um dia vivenciou o mesmo incidente.