terça-feira, 12 de julho de 2011

04:04


Simplesmente a coisa mais simples do mundo. Redundante? Com todos esses ocorridos precisarei ser, pois não sei o que dizer sobre esses incidentes.

Como diria Zeca Baleiro: “Canções de amor se parecem porque não existe outro amor”. E é muito fácil desvendar essa verdade. Agimos igualmente toda vez em que tudo isso torna a nos agonizar a pele, atormentar o olfato, roubar-nos o tato e abusar de nosso paladar.

Parece realmente irônico. Com tanto sentimento despejando em meu eu de uma só vez que eu me perco o ponto de referência. Toda essa energia acaba atraindo vários amores de uma só vez, sendo o ponto de referência que acabou sendo perdido um dia esteve em minhas mãos.

Tudo, e todos, que um dia não obteve a coragem necessária para prosseguir viagem vem à mim, no intuito de embarcar, ao menos mais uma vez, para tentar me convencer de que o barco pode ter mais um viajante.

Viajante, dentro de mim. Via gente, através de janelas que poderiam nos trazer a certeza de um mundo lá fora que possuísse amor, mas desperdiçou todas as chances.

Amor, (in)felizmente, será apenas a nossa única correlação, pois sendo através das janelas, de um ponto de referência, ou até mesmo de um viajante, mesmo este sendo um pirata, nunca haverá um sentimento que possa a ser comparado ao nosso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quedelhe pregunta?

Preciosos passos que são dados em busca de respostas. Mas eu não poderei dizer que possuo a resposta, porque eu nunca consegui ouvir direito a pergunta.

Resposta pra tantos casos e acasos, pra tantas histórias vividas entre amigos que se conheceram com o intuito de se ajudar.

Ouvi pessoas, surgiram conselhos, questionamentos cruzaram-se, e apesar de toda a forma de comunicação presente, sempre será ausente. Nada nem ninguém terá uma certeza um dia que não possa ser questionada, que não pode ser desmentida, anulada.

Estamos circulando em correntes alternadas, sem um nexo misturado aqueles detalhes que um dia nos trouxeram certezas, certeza de que é simples ter a resposta de algo: é preciso conter uma pergunta.

P: (?)

R: ... to be continued.


Créditos à Deah, que me aguenta :D

sábado, 7 de maio de 2011

Tropeço de amália


Sobre a cabeça os aviões, sob os meus pés os caminhões, e a imensidão de tudo e de todos me atinge o peito, permitindo-me reconhecer a ressaca de pensamentos repetidos.

Poderia me lembrar mais vezes de fechar os olhos e imaginar fatos que um dia pude não reconhecer as falhas, era tudo mais simples, mais fácil para prosseguir. Mesmo possuindo as desvantagens que uma roseira possui, a maravilha estava presente, o cheiro marcante que tinha o poder de me levar ao delírio por frações de segundo.

Não preciso de um campo de girassóis para saber o impacto que teria a devastação. Nunca precisei ter muito para reconhecer a dor do ausente.

Não consigo achar analogias para expor tudo. Não consigo achar a força necessária para que o gatilho cumpra o seu objetivo de existir, animado, inanimado, independente, haverá sangue, mas o seu nobre coração sempre balançará, independe se há motivo/música ou não.

Senhoras e senhores, os olhos serão postos sobre vocês, e as cortinas serão abertas no intuito de que a peça seja assistida e críticas expostas sobre a grande questão chamada vida. Os dias passando e demonstrando todos os seus detalhes: domingo é o fino-da-bossa, segunda-feira estará na fossa, terça feira com feira, porém o moderno é vangloriado, não dando espaço para o que já foi um dia o verdadeiro “bom”.

“O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo
Do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem”

E assim, vou tomar o meu café, porque o mundo acabou faz tempo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

15:51


"As garras da felina
Me marcaram o coração,
Mas as besteiras de menina
Que ela disse, não.
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul.
Como é bom poder tocar um instrumento."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Confete


Passar tempo sem fazer nada, pensando que se eu realmente tivesse a obrigação de fazer algo seria desprazeroso. Como diz Zeca "o melhor da vida é isso e ócio". Sim, apresento agora os vagabundos que também tem vez! Estão presentes em filosofias de mercado, uma visão centrada de quem preferia a cama ao ver algo. Sem nada, absolutamente nada para pensar, bebo café e continuo com um imenso sentimento crescendo (não sei da onde) e percorrendo minhas rodovias. Não sei bem como definir, poderia definir fisicamente e vocês pensariam que eu estou sendo criança. É como se fosse uma vontade de caminhar no meio fio com o seu melhor amigo do lado, vontade de cantar sem ter uma nota afinada, fazer folk sem ao menos ter uma letra em mente, dizer "oi" pra uma pessoa desconhecida que parecer mau humorada. Pular, correr, ser artista, escrever sem precisar ler, ouvir o que queremos... e quando nos depararmos com o que não queremos só nos restará mudar, fantasiar, entrelaçar idéias que nos agradam, mixando o útil ao agradável de uma forma meio amarga, porém inevitável. Mas às vezes me pergunto "se é bom ou ruim", pra dizer o certo o ruim é não ter o certo. Parece tudo tão fácil agora quando tudo está claro, poderia ter visto antes mas quando me via já tinha virado o rosto pros problemas e deixar o dia-a-dia fazer tudo se perder, ou se achar em um lugar bem distante de mim.
E hoje o telefone tocou, não entendendo nada mandei uma metralhadora de perguntas "Quem? Onde? Quando?" e ganhei um *desliga na cara*.

Desculpe-me, mas minha educação não é proporcional à minha felicidade.