Cópias mal feitas!
Cópias de cópias.
Coloridas, preto e branco.
Nem possuem vergonha de existir.
Cria, passa, repassa,
Fingem que não sabem,
Costurados em falsidade,
Sem escolha, nem futuro;
Apenas presente.
Alívio contínuo. Cabeça pensante. Mãos inquietas tentando descrever momentos. Não consigo não borrar a folha que me consola.
O ar passa pelo meu corpo com indícios de que tudo voltará. Tudo, todo, tanto. Digo-lhe que toda essa confusão pode ser momentânea, ou apenas precisa de uma palavra final para que o fim seja imposto.
Tentarei ser mais clara.
Pense em um quadro, repleto de rabiscos feitos à óleo e à cera. Sem distinguir quem é quem. Uma confusão continua, e ao mesmo tempo descontínua por ser confuso. Viva o verbo confusão.
Meio, fim, começo.
Fim, meio, começo.
Começo, fim, meio.
Fim, começo, meio.
Começo, meio, fim.
Mesmo não tendo o total poder da compreensão, serei qualquer parte da sua história que você desejar.
Uma desculpa, um agrado, um trato contigo. Estarei eternamente grata por todo o tempo que você “gasta” ao meu lado. Sendo longe, sendo perto, sendo superficial ou até mesmo intenso.
Espero que um dia tudo se concretize, como a neve que um dia vira gelo, mesmo sendo ambos feitos de água.
Perto ou longe, digo-lhe que temos que mudar a receita, mas os ingredientes são os mesmos. Primeiramente, você deve untar a sua vida para que não deixe inveja grudar em você. Depois, adicione simpatia, alegria, confiança, uma pitada de amizade (não exagere senão acaba perdendo o gosto real), leve à batedeira por 15 minutos até a massa ficar uniforme. Após isso, salpique companheirismo antes de levar ao forno. Após sair do forno, decore com amor e sirva apenas se quiser, pois nessa história é você quem manda.
Amo-te, hoje e sempre.
Vejo meus nervos saltados
Assaltados de tanto sentimento
Remoendo sentidos inesperados
Assustados pelo todo ocorrido
Transcorrido pela minha mão
Ocasião que trará resultados
Esperados como explicação
De um coração descompassado
Desesperado juntamente com a respiração
Transfomação de sentidos
Todos juntos e misturados
Sem se preocupar com rimas e simetrias
Presentes no papel
Quero que tudo isso seja
Veja, de alguma forma
O contorno mais singelo
Dessa situação descompassada
Nunca estarei
Mas sempre serei
Não só presente em ti
Mas como futuro e passado
De apenas uma sintonia
De dois corpos a procura de unanimitate

Simplesmente a coisa mais simples do mundo. Redundante? Com todos esses ocorridos precisarei ser, pois não sei o que dizer sobre esses incidentes.
Como diria Zeca Baleiro: “Canções de amor se parecem porque não existe outro amor”. E é muito fácil desvendar essa verdade. Agimos igualmente toda vez em que tudo isso torna a nos agonizar a pele, atormentar o olfato, roubar-nos o tato e abusar de nosso paladar.
Parece realmente irônico. Com tanto sentimento despejando em meu eu de uma só vez que eu me perco o ponto de referência. Toda essa energia acaba atraindo vários amores de uma só vez, sendo o ponto de referência que acabou sendo perdido um dia esteve em minhas mãos.
Tudo, e todos, que um dia não obteve a coragem necessária para prosseguir viagem vem à mim, no intuito de embarcar, ao menos mais uma vez, para tentar me convencer de que o barco pode ter mais um viajante.
Viajante, dentro de mim. Via gente, através de janelas que poderiam nos trazer a certeza de um mundo lá fora que possuísse amor, mas desperdiçou todas as chances.
Amor, (in)felizmente, será apenas a nossa única correlação, pois sendo através das janelas, de um ponto de referência, ou até mesmo de um viajante, mesmo este sendo um pirata, nunca haverá um sentimento que possa a ser comparado ao nosso.
Preciosos passos que são dados em busca de respostas. Mas eu não poderei dizer que possuo a resposta, porque eu nunca consegui ouvir direito a pergunta.
Resposta pra tantos casos e acasos, pra tantas histórias vividas entre amigos que se conheceram com o intuito de se ajudar.
Ouvi pessoas, surgiram conselhos, questionamentos cruzaram-se, e apesar de toda a forma de comunicação presente, sempre será ausente. Nada nem ninguém terá uma certeza um dia que não possa ser questionada, que não pode ser desmentida, anulada.
Estamos circulando em correntes alternadas, sem um nexo misturado aqueles detalhes que um dia nos trouxeram certezas, certeza de que é simples ter a resposta de algo: é preciso conter uma pergunta.
P: (?)
R: ... to be continued.
Créditos à Deah, que me aguenta :D

Sobre a cabeça os aviões, sob os meus pés os caminhões, e a imensidão de tudo e de todos me atinge o peito, permitindo-me reconhecer a ressaca de pensamentos repetidos.
Poderia me lembrar mais vezes de fechar os olhos e imaginar fatos que um dia pude não reconhecer as falhas, era tudo mais simples, mais fácil para prosseguir. Mesmo possuindo as desvantagens que uma roseira possui, a maravilha estava presente, o cheiro marcante que tinha o poder de me levar ao delírio por frações de segundo.
Não preciso de um campo de girassóis para saber o impacto que teria a devastação. Nunca precisei ter muito para reconhecer a dor do ausente.
Não consigo achar analogias para expor tudo. Não consigo achar a força necessária para que o gatilho cumpra o seu objetivo de existir, animado, inanimado, independente, haverá sangue, mas o seu nobre coração sempre balançará, independe se há motivo/música ou não.
Senhoras e senhores, os olhos serão postos sobre vocês, e as cortinas serão abertas no intuito de que a peça seja assistida e críticas expostas sobre a grande questão chamada vida. Os dias passando e demonstrando todos os seus detalhes: domingo é o fino-da-bossa, segunda-feira estará na fossa, terça feira com feira, porém o moderno é vangloriado, não dando espaço para o que já foi um dia o verdadeiro “bom”.
“O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo
Do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem”
E assim, vou tomar o meu café, porque o mundo acabou faz tempo.